Como funciona o orgasmo feminino

Durante a fase do orgasmo uma mulher pode experimentar:

As contrações rítmicas do músculo ocorrem no terço externo da vagina, do útero e do ânus. As primeiras contrações do músculo são as mais intensas, e ocorrem em um índice de pouco mais de 1 por segundo (0,8 segundos). A medida que o orgasmo continua, as contrações chegam a ser menos intensas e ocorrem mas ao acaso. Um orgasmo suave por ter de 3 a 5 contrações, um intenso de 10-15 contrações. O "rubror do sexo" chega a ser mais proninciado e pode cobrir uma maior porcentagem do corpo. Os músculos através do corpo podem contrair-se durante o orgasmo, não somente na área pélvica. O orgasmo com o tesão da mulher também ocorre no cérebro, segundo o indicado em ondas cerebrais. Algumas mulheres emitirão ou jogarão um pouco de líquido de sua uretra durante o orgasmo. Isto a principio se chama ejaculação feminina. As mulheres mostram a princípio orgasmos muito fortes quando isto acontece. A vasocongestão pode ser evidente através do corpo, especialmente no rosto, as mãos, os pés. A expressão facial de uma mulher pode indicar que ela esta com dor quanto está tendo um orgasmo agradável.. No pico do orgasmo o corpo pode chegar a ficar momentaneamente rígido.

De novo, Masters y Johnson informa: As mulheres descrevem a princípio as sensações de orgasmo como começando com um sentido momentâneo de suspensão, seguido rapidamente por uma sensação intensa agradável que começa geralmente no clitóris e se separa rapidamente através da pélvis. As sensações físicas dos órgãos genitais se descrevem como quentes, elétricas, e estas separadas geralmente através do corpo. Finalmente, a maioria das mulheres sentem contração muscular em sua vagina ou baixo pélvis, descrito com o "palpitar pélvico".

Conclusão

Durante a fase da conclusão uma mulher pode experimentar: enter image description here

Se o estímulo sexual continua, uma mulher pode experimentar um ou mais orgasmos adicionais. A vagina e a abertura vaginal, voltam a seu estado relaxado normal. Os peitos, os lábios, o clitóris e o útero voltam a seu tamanho, posição e cor normais. O clitóris e os mamilos podem ficar tão sensíveis que qualquer estímulo poderia ser incomodo. O "rubror do sexo" desaparece. Pode haver transpiração e respiração forte. O coração pode bater rapidamente. Se não ocorre o orgasmo, uma mulher experimentara o que acima se descreve, mas de uma forma muito mais lenta. O sangue acumulado nos órgãos pélvicos, não sendo dissipado pelas contrações orgásmicas dos músculos, podem dar lugar a uma sensação e mal estar pélvico.

As fases femininas durante o sexo

Os sexólogos tem dividido o ciclo da resposta sexual feminina em quatro fases, excitação, Auge, orgasmo e resolução. Estas são definições arbitrárias e uma pessoa não é provável que esteja inteirada de que seu corpo experimenta cada fase na forma individual. A quantidade de tempo que uma pessoa passa em cada fase, incluindo a ordem na qual a experimentam pode variar. Uma mulher em uma situação pode excitar-se várias vezes, sem saber e sem alcançar a fase do auge. Ela pode experimentar excitação e a fase do auge durante uma sessão de dança, mas volta ao seu estado normal durante o regresso ao lugar. Uma vez em sua casa ela pode experimentar rapidamente a excitação e o orgasmo como resultado do estímulo genital direto sem experimentar a faze do auge.

Excitação Enquanto que a ereção do pênis é a evidente manifestação da excitação sexual masculina, na mulher se observam várias mudanças que muitas vezes não são tão óbvias para o parceiro masculino:

As paredes vaginais se lubrificam. Uma vez iniciada a estimulação sexual feminina (seja física, através da área genital das mamas ou de outra zona erógena, ou mental) as paredes vaginais se congestionam pelo maior fluxo de sangue o que conduz a aparição de um fluxo lubrificante na vagina e na vulva. A rapidez do começo desta lubrificação varia de uma mulher para outra, sendo geralmente entre 10 e 30 segundos depois de iniciado o estímulo. É importante anotar que a lubrificação vaginal é essencial para manter-se um coito confortável, o homem deve saber que o fato de alcançar uma adequada lubrificação não é suficiente fundamento para pensar que a mulher já está na melhor faze para começar o coito, são necessários outras mudanças antes que ela esteja "eroticamente preparada".

Fricção do clitóris. Como já disse, a constituição do clitóris é igual a do pênis, tem um pequeno bulbo similar a glande (a ponta do pênis) e se incha como ele uma vez que a mulher se exita, até quase dobrar seu tamanho normal. O volume do clitóris é diferente entre uma mulher e outra, sem dúvida, tal como acontece com seu pênis, seu tamanho não tem relação direta com o grau de satisfação sexual obtido no orgasmo.

Fricção das mamas pode fazer a mulher gozar mais rápido. A ereção dos mamilos, dada pelas contrações das fibras musculares ao redor delas, ocorre durante a fase excitatória. Geralmente acontece a ereção de um mamilo primeiro que o outro, fenômeno também presente em alguns homens. Esta ereção dos mamilos ocorre pelo mesmo mecanismo que produz a ereção do pênis e do clitóris, a dizer, por um maior fluxo de sangue nesta zona. As mamas se incharão aumentando seu tamanho durante a fase de excitação e as aureolas (a zona ao redor dos mamilos) também se tornarão rígidas.

Os lábios vaginais se inchamos e estimulam as mulheres no sexo. Tanto os lábios externos (maiores) como os lábios internos (menores) da vagina se friccionam aumentando seu volume e expondo o clitóris (normalmente os lábios vaginais se reúnem no monte de vênus ocultando-o).

A vagina aumenta seu volume. A vagina realmente é uma cavidade virtual, a dizer, ela normalmente tem unidas suas paredes, que, durante a penetração do pênis, se separam formando a cavidade real. Durante a fase de excitação, o útero se "estende" até atrás fazendo com que se forme o cilindro vaginal que permitirá o ingresso do pênis. Além do mais, as paredes vaginais que normalmente tem aparência enrugada duranta esta fase se tornam lisas e úmidas. enter image description here

Outras mudanças corporais. A mulher e o homem durante a excitação sexual aumentam a frequência de sua respiração e do ritmo cardíaco; a tensão arterial se eleva levemente e os músculos voluntários apresentarão ciclis de relaxamento e tensão. Existe uma característica feminina nesta fase: em 75% das mulheres se observarão ondas ou enrijecimento na pele da parte alta do abdômen, fenômeno que também pode observar-se em todo o corpo.

Quem tem Cisto no Ovário pode engravidar?

Esta é uma das perguntas principais que as mulheres fazem quando pensam em como fazer para engravidar, se a mulher possuir o cisto nos ovários. Os cistos nos ovários atingem várias mulheres em idade reprodutiva, muitas dessas mulheres só descobrem que possuem o problema quando encontram dificuldade para engravidar. Os sintomas característicos de quem tem cisto no ovário são:

  • alterações menstruais
  • diminuição ou falta de ovulação
  • obesidade
  • pelos em excesso e acne.

Por causa destes sintomas que aparecem na mulher, existem pessoas que acham que cisto no ovário pode ser gravidez, causando uma grande confusão em suas cabeças. enter image description here

O que causa cisto no ovário ainda não foi completamente elucidado, mas é comum observar um desarranjo hormonal na mulher que acontece no organismo feminino que leva a uma interferência no desenvolvimento e na liberação dos óvulos nos ovários. Assim, a mulher pode ficar infértil pois estes óvulos ficam retidos nessas bolsas cheias de líquido, que são os cistos, e não ocorre a ovulação.

Cisto no ovário e como fazer tratamento

O tratamento para cisto no ovário existe e deve ser realizado o quanto antes, pois além de causar infertilidade esta doença leva ao aumento de triglicérides, diminuição do colesterol bom (HDL), hipertensão, obesidade e diabetes, que oferecem riscos à vida da mulher. Mas antes de usar remédio para cisto no ovário, o médico precisa confirmar a existência da doença através de exames como, por exemplo, o de ultrassom, pois os sintomas dela se confundem com o de outras patologias.

Mas afinal, quem tem cisto no ovário pode realmente engravidar?

Sim, quem possui cisto no ovário pode engravidar, mas antes, para isso, o tratamento para cisto no ovário com acompanhamento médico é fundamental para a gravidez. São utilizadas medicações para adequar a ovulação e, caso a mulher apresente sobrepeso, é altamente indicado que ela perca peso antes. Em alguns casos, uma perda de peso de 5 a 10% já ajuda bastante a diminuir a glicemia e o colesterol, e pode até já normalizar a ovulação. Assim, quem tem cisto no ovário pode engravidar sim, e ter uma vida mais saudável fazendo o tratamento correto com os médicos.

Mesmo em casos extremos, mais graves, a mulher com cisto no ovário pode engravidar também fazendo acompanhamento com médico especialista em reprodução. Alguns tratamentos para reprodução que pode ser indicado pelos médicos nestes casos mais graves são: o coito orientado, inseminação artificial e até a fecundação in vitro.

Mitos sobre o estresse

Apesar de ele estar na boca - e na mente - do povo, controlá-lo não é uma tarefa tranquila. SAÚDE! vai além do senso comum e, baseada na ciência, aponta as medidas que acalmam pra valer.

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FALE ATÉ FICAR ROUCO!

Discutir a perda de um emprego ou a de um ente querido auxilia a superar o trauma. Entre outras coisas, o próprio ato de falar exige uma organização prévia do pensamento — premissa essencial para passar por cima das pedras que atravessam o seu caminho. Acontece que, em contrapartida, a insistência no assunto quase sempre culmina em nervos exaltados. "A mente não trabalha com tempos diferentes. Um evento passado, se relembrado, vem para o presente", explica a psicóloga Ana Maria Rossi. Isso quer dizer que remoer tópicos desagradáveis de tempos atrás com os amigos costuma terminar em irritação. O pior é que isso não ocorre só porque a questão continua a rondar as conversas do sujeito. Na verdade, as próprias palavras dos companheiros às vezes causam desconforto por se oporem ao raciocínio do estressado do momento. Por isso, os especialistas aconselham buscar parceiros de papo que sejam bons ouvintes e que busquem apenas aprofundar o debate. "Ajuda mais quem não emite opiniões. Caso contrário, aquele processo de estruturação das ideias é inibido", relata Selma Bordin.

NUNCA DURMA NERVOSO

Em um mundo ideal, as preocupações ficariam restritas ao período em que o sol dá as caras. Mas, na realidade, cada vez mais elementos interferem no equilíbrio do dia — e muitos deles não têm medo do escuro da noite. Por isso, sejamos sinceros: aquela velha máxima de não levar problemas para a cama é difícil de ser aplicada ao pé da letra. E, mais do que isso, se trocamos horas de sono para resolver pendências, o risco de o estresse despertar junto com você aumenta. "Há estudos que relacionam um sono inadequado à secreção de hormônios como o cortisol, ligado ao estresse", aponta Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Uma estratégia que traz bons resultados é, em vez de resolver o que o atormenta na calada da madrugada, traçar um planejamento do que realizar ao amanhecer para solucionar a situação. Essa luz no fim do túnel serve como calmante e, de quebra, agiliza a resolução de fatores enervantes.

SEMPRE RECORRA AOS FAMILIARES

As pessoas da sua família, até pela intimidade, servem como válvula de escape em muitas ocasiões. E a ciência realmente comprova que uma boa estrutura em casa reduz a inquietação excessiva. Agora, há momentos e momentos para apelar à mãe, ao pai... Na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pesquisadores observaram que, durante uma atividade aflitiva, voluntários colocados ao lado do seu animal de estimação apresentavam a frequência cardíaca e a pressão sanguínea mais controladas do que os participantes que ficavam junto do marido ou da mulher. Isto é, se um irmão ou mesmo um primo podem até servir como um bom ouvido, aquele companheiro peludo e de quatro patas funciona melhor para atenuar os efeitos do estresse. "O bicho é afetivo, não cobra nada e ainda tira o foco do tormento", declara a psicóloga Valquíria Trícoli. Sem contar que a proximidade entre indivíduos com o mesmo sobrenome gera, em certos temas, exigências que só intensificam o desassossego.

RESPIRE FUNDO!

Pôr oxigênio para dentro e gás carbônico para fora não é tão fácil quanto parece. Ao longo da vida — e inclusive por causa de traumas ou acontecimentos emocionalmente marcantes —, a respiração vai ficando apressada. Isso, por sua vez, não contribui em nada quando os circuitos cerebrais já estão funcionando sob alta tensão. É por essas e por outras que os especialistas são unânimes: usar e abusar do diafragma, o músculo responsável por encher e esvaziar os pulmões, ajuda demais a manter a paciência. "Na hora de lidar com um desafio estressor, respirar profundamente oxigena as células cerebrais e serve como elemento tranquilizador", afirma a psicóloga Marilda Lipp, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no interior paulista.

Comida: meu bem meu mal

Protagonistas nas mesas de celebração, e até aliados nos momentos de dor, os alimentos são prontamente requisitados assim que um sentimento eclode. Seja ele positivo ou negativo.

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Da paulista Palmirinha Onofre ao inglês Jamie Oliver, são dezenas de apresentadores televisivos e chefs de cozinha que, no mundo todo, se dedicam a despertar, em seus telespectadores, a emoção sensorial que o preparo e a degustação de um prato são capazes de proporcionar. Não à toa o sucesso é absoluto. Mais do que uma necessidade fisiológica, o ritual da alimentação é um dos prazeres mais intensos do nosso cotidiano. E tem tudo a ver com o estado de espírito. Para desvendar essa relação, SAÚDE! entrevistou alguns dos maiores especialistas em comportamento alimentar. Saboreie alguns insights desses experts a seguir. E bom apetite!

Por que certos alimentos, especialmente os mais doces e gordurosos, conferem a sensação de prazer em momentos de depressão e ansiedade? "Durante experiências depressivas ou ansiosas, a necessidade de obtenção de prazer por meio de um sistema de recompensa costuma se exacerbar", explica o psiquiatra Alexandre Azevedo, coordenador do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. "E os alimentos cheios de açúcar e gordura, como o chocolate e os molhos, por serem mais saborosos, proporcionam essa sensação depressa", complementa a endocrinologista Ellen Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional, na capital paulista.

As limitações impostas por uma restrição alimentar são capazes de se tornar frustrantes a ponto de conduzir a um estado de depressão? "Sim, já que comer e beber, além de conferir bem-estar, faz parte dos rituais de socialização", opina Lara Natacci, autora do livro Anorexia, Bulimina e Compulsão Alimentar, da Editora Atheneu. "Ou seja, uma dieta muito rígida não só priva o indivíduo do prazer que os alimentos oferecem como também conduz ao isolamento, favorecendo o estado depressivo."

A partir de que ponto recorrer à comida como válvula de escape se torna prejudicial? "Nunca a perda de controle e o aumento excessivo de um padrão habitual podem ser considerados algo positivo", dispara Azevedo. "Às vezes, nos alimentamos quando estamos sem fome, em ocasiões festivas ou de confraternização. Entretanto, comer por tristeza ou melancolia traz o sentimento de culpa, o que é ainda pior do que o próprio exagero", completa Ellen.

Que problemas na relação com a comida podem culminar em um transtorno alimentar? "Não raro tudo começa com uma simples dieta para eliminar alguns quilos", avisa Lara. Segundo ela, é comum que a pessoa passe a reprimir a fome até chegar a um ponto em que deixa de manifestar esse impulso. "Também existem evidências de que a pressão social pela boa forma na adolescência, os traumas de infância, o perfeccionismo e a presença da doença na família colaboram com esses distúrbios", conclui.

Quais os perigos de transferir o vício de um item potencialmente nocivo, como o álcool e o cigarro, para os alimentos? Antes da resposta, Alexandre Azevedo faz uma correção: "Existem substâncias capazes de provocar dependência química, como o álcool, o tabaco e as drogas ilícitas, diferentemente da comida, que, portanto, não promove vício", esclarece. Algumas pessoas, porém, tendem a apresentar um comportamento compulsivo. "Ao parar de fumar, é esperado que o indivíduo se sinta ansioso e busque nos alimentos o alívio para esse sentimento", afirma Lara Natacci. "Existem casos também em que o hábito mecânico de acender um cigarro ou beber um copo de uísque é substituído pelo de comer compulsivamente", conta.

Por que alguns alimentos se tornam proibitivos? "Quando itens muito calóricos, ricos em gorduras saturadas ou açúcares são ingeridos de maneira abusiva, eles se tornam verdadeiros promotores de doenças", afirma Ellen Paiva. No rol das enfermidades, estão inclusos o diabete, a obesidade e os problemas cardiovasculares. "Mas as grandes porções e a frequência de consumo é que são os vilões. Consumido em pequena quantidade, nenhum alimento precisa ser banido do cardápio, exceto se houver dificuldade em controlar sua ingestão", responde a endocrinologista.

Por que algumas pessoas perdem a fome quando estão tristes ou nervosas? "De fato, há indivíduos que reagem dessa maneira. Outros, diferentemente, apresentam o aumento do apetite. Ou, então, não observam mudanças diante de uma situação de tristeza ou de ansiedade", revela Azevedo. De acordo com o psiquiatra, o elo entre essas emoções e a vontade de comer seriam os neurotransmissores, substâncias que conduzem informações elétricas entre os neurônios, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. "Eles regulam tanto o estado de humor como o equilíbrio entre a fome e a saciedade", explica. Em outras palavras, quando esses condutores químicos são alterados devido a questões emocionais, pode ocorrer um desequilíbrio no apetite.

É verdade que as mulheres têm maior tendência a utilizar a comida como uma válvula de escape do que os homens? "Nem sempre. Comer compulsivamente como uma forma de compensar o estresse pode ser uma característica tanto feminina como masculina", avalia Lara Natacci. Mas, de acordo com a nutricionista, o fator hormonal é um agravante no caso delas. Isso porque, no período pré-menstrual, algumas enfrentam uma redução nos níveis de serotonina, que, conforme mencionamos anteriormente, é fundamental para o bem-estar. "Aí a tendência é que abusem do chocolate, por exemplo. Ele é rico em triptofano, substância precursora de serotonina", justifica. Até porque, pelo simples fato de serem saborosas, as guloseimas promovem o prazer imediato, o que ajuda a atenuar o desconforto emocional típico dessa fase do ciclo.

Treino para quem quer começar a correr e emagrecer

Este treino de corrida para iniciantes é composto de duas partes: na primeira, a planilha de quatro semanas a fará completar seus primeiros 5 km. Na segunda, o treino a deixará apta a finalizar os 10 km.Para nos ajudar, convidamos Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da Run & Fun (SP). Foi ele quem elaborou as planilhas que você seguirá nos próximos dois meses.

“O importante é correr sempre dentro da frequência cardíaca para que os resultados sejam mais eficazes”, recomenda Mário Sérgio. O treinamento também foi pensado para ser praticado tanto na rua (parques) quanto na esteira.

Por isso, não há desculpas. No entanto, para quem optar pela esteira, Mário Sérgio aconselha um rodízio entre os pisos. “Pelo menos uma vez na semana, a pessoa deve fazer um treino na rua para ir se adaptando às variações do terreno. Isso aumenta o que chamamos de propriocepção (consciência corporal) e fortalece os membros inferiores, evitando lesões.” Mas antes de sair calçando o tênis, lembre-se que é preciso passar por uma avaliação médica!

Calcule a frequência cardíaca máxima (FCM) Subtraia a idade de 220 batimentos por minuto (BPM) e multiplique o resultado pelas porcentagens indicadas em cada tipo de treino.

Exemplo de cálculo para uma pessoa de 25 anos: 220 – 25 = 195 x 0,50 (de 50%, que é o mínimo para a caminhada lenta) = 97 BPM

220 – 25 = 195 x 0,65 (de 65%, que é o máximo para a caminhada lenta) = 126 BPM

Avaliação clínica Antes de iniciar qualquer atividade física, é importante realizar alguns exames essenciais. Apenas o médico pode solicitar o check-up. O profissional de educação física não está habilitado para isso. Então, marque uma consulta com seu médico. Nabil Ghorayeb, cardiologista e responsável pelo Sport Check-Up do Hospital do Coração de São Paulo (HCor), fala sobre alguns exames que são solicitados nesse caso.

Eletrocardiogram: é o exame mais importante e o primeiro a ser pedido. Por ele é possível identificar alguma arritmia cardíaca ou problemas cardiovasculares mais graves

Hemograma completo: analisa os principais tipos de células sanguíneas, ou seja, glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. O objetivo é diagnosticar algumas doenças, como anemia.

Teste de glicemia: este exame identifica o nível de açúcar no sangue e aponta uma possível doença, como a diabete.

Teste ergométrico: também conhecido como teste de esforço. É realizado sobre uma esteira em movimento e procura avaliar o comportamento cardíaco durante um esforço progressivo, verificando o grau de condicionamento físico da praticante.

Teste ergoespirométrico: este exame avalia, além do comportamento cardíaco, a parte respiratória. Ou seja, o ar espirado durante o teste progressivo de esforço fornece algumas informações sobre o comportamento funcional durante o exercício. Ele não é um exame essencial. Normalmente, só é pedido em casos em que a praticante precisa conhecer detalhes para melhorar o desempenho.

Rumo aos primeiros 5 km

Para começar a investir na corrida, prefira um treino de 5 km. Veja como o exercício funciona:

Rumo aos primeiros 10 km

Quando acabar de completar 4 semanas de 5 km, vá para os 10. A transição não é fácil, mas será estimulante. Afinal, você irá sentir os benefícios que a corrida traz ao corpo,como disposição, resistência, aumento da força e emagrecimento.

Dicas infalíveis para iniciar os treinos

Veja agora algumas das dicas que vão melhorar o desempenho nos treinos:

  • Inicie o treino sempre em intensidade leve e vá aumente a frequência gradativamente.

  • Utilize um monitor de frequência cardíaca para controlar o ritmo.

  • Use tênis e roupas apropriados para a prática esportiva.

  • Em caso de dor, aplique gelo no local. Se persistir, procure um médico.

  • Evite treinar nos horários muito quentes, como entre 12h e 14h.